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domingo, 13 de setembro de 2020

Frango tandoori com arroz;



Ingredientes;

Frango tandoori:


1 frango Seara DaGranja inteiro com cerca de 1,5kg (ou apenas as coxas e o peito de frango)
6 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de tandoori massala
suco de 1 e 1/2 limão
sal marinho a gosto
1 xícara (chá) de iogurte natural

Tandoori massala:

1 colher (sopa) de coentro em grãos
1 colher (sopa) de cominho em grãos
1 colher (chá) de grãos de pimenta preta
1 colher (sopa) de açafrão
1 colher (sopa) de colorau doce
1/2 colher (sopa) de colorau picante
1 colher (sopa) de gengibre em pó
1/2 colher (chá) de cravinho
1 colher (chá) de cardamomo
1 colher (chá) de noz moscada
1 colher (sopa) de caril

Arroz de açafrão:


1 e 1/2 xícara (chá) de arroz
1 cebola
2 dentes de alho picados
1 colher (chá) de açafrão
2 colheres (sopa) de sumo de limão
3 xícaras (chá) de água
azeite a gosto
raspa de limão a gosto
sal marinho a gosto

Preparo;

Tandoori massala:

Em um pilão, moa o coentro, o cominho e a pimenta; Acrescente as demais especiarias em pó e torne a misturar tudo muito bem, reservando em seguida.

Frango tandoori:

Corte o frango pelas juntas e remova a pele a as gorduras; Em seguida, tempere o frango com o sumo de limão, o alho e o sal; Leve à geladeira e deixe marinar por cerca de 2 horas;

Em um recipiente, adicione as 2 colheres (sopa) de tandoori massala ao frango; Assim que envolver bem o tempero por toda a carne, adicione o iogurte e torne a misturar tudo muito bem;

Coloque o frango sobre uma assadeira untada com azeite e leve para assar em forno preaquecido a 200º C por cerca de 35 minutos ou até que esteja assado, lembrando-se de virar os pedaços do frango ao longo do tempo.

Arroz de açafrão:

Em uma panela, refogue a cebola e o alho no azeite; Adicione o arroz e refogue brevemente; Acrescente à panela a água fervente, o sumo de limão, o açafrão e o sal e misture;

Abaixe o fogo e deixe cozinhar com a panela tampada pela metade por cerca de 15 minutos ou até a água secar; 

Desligue o fogo, tampe a panela e deixe o arroz terminar de cozinhar no próprio vapor por 10 minutos; Sirva em seguida.

Karê de frango com arroz; **



Ingredientes;

Karê de frango:


1/2 peito de frango Seara DaGranja cortado em cubos
1/2 cebola picada
1 colher (sopa) de curry
1 cenoura
2 batatas
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
caldo de frango caseiro
Arroz yakimeshi:
2 xícaras (chá) de arroz branco cozido
2 ovos batidos com uma pitada de sal
1/2 cebolinha picadinha
2 dentes de alho amassados
1 cenoura ralada
100g de presunto cortado em cubinhos
1/2 xícara (chá) de cebolinha picada
sal e pimenta-do-reino a gosto
azeite de oliva
sal a gosto

Preparo;

Karê de frango:


Corte a cenoura e as batatas em rodelas grossas e, em seguida, corte as rodelas em 4 e reserve; Em uma panela grande e alta, coloque o óleo e doure a cebola;

Acrescente os cubos de frango e refogue-os até que fiquem dourados;
Adicione as batatas e a cenoura e deixe refogar por mais um tempo;

Acrescente o caldo de frango, o suficiente para que cubra o conteúdo, e deixe cozinhar até que os legumes estejam macios;

Em um recipiente a parte, coloque o curry, a farinha de trigo e água e misture, mexendo bem para impedir que empelote; Quando os legumes já estiverem macios, acrescente a mistura do curry à panela;

Experimente a mistura e corrija o sal, se necessário; Deixe ferver até o caldo engrossar, desligue e sirva com arroz yakimeshi.

Arroz yakimeshi:


Em uma panela, coloque um fio de azeite e doure a cebola e o alho;
Refogue a cenoura e o presunto e, em seguida, adicione uma pitada de sal e pimenta-do-reino, misture e reserve;

Em uma panela funda, coloque os ovos batidos e frite-os até que fiquem cozidos e soltinhos; Adicione à panela o arroz cozido, o presunto e a cenoura reservada e mexa por cerca de 2 minutos;

Desligue o fogo e finalize salpicando cebolinha por cima; Sirva em seguida e bom apetite!

Palitos de frango com queijo;



Ingredientes;

Palitos de frango com queijo:
1 xícara (chá) de frango desfiado
1 colher (sopa) de azeite
1/2 cebola picada
1 colher (chá) de páprica
2 xícaras (chá) de muçarela ralada
150g de cream cheese
4 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de farinha de rosca
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Óleo para fritar

Arroz biro biro:

3 xícaras (chá) de arroz
1/2 cebola picadinha
2 dentes de alho picados
3 ovos
300g de bacon picado
1 pacote de batata palha
Sal a gosto
Óleo para fritar
Água quente o suficiente para cobrir o arroz

Preparo;

Palitos de frango com queijo:


Em uma panela, coloque o azeite e doure a cebola; Acrescente o frango, a páprica, o sal e a pimenta-do-reino e deixe refogar por alguns minutos;

Após esse tempo, retire do fogo, coloque o frango em um recipiente e misture a muçarela e o cream cheese, formando uma massa;

Em uma assadeira forrada com papel-manteiga, despeje a massa e cubra-a com outro papel-manteiga; Leve ao congelador por cerca de 1 hora;

Após esse tempo, desenforme a massa e corte-a em formato de palitos;
Passe os palitos pela farinha de trigo, em seguida pelos ovos batidos, depois pela farinha de rosca, novamente pelos ovos e por último pela farinha de rosca novamente;

Aos poucos, leve para fritar em óleo quente; Retire os palitos com uma escumadeira quando estiverem dourados e coloque-os sobre um papel-toalha.

Arroz biro biro:

Lave o arroz, escorra a água e reserve; Na panela, coloque óleo e doure a cebola e o alho; Adicione o arroz e refogue bem;

Acrescente a água quente e o sal, misture e deixe cozinhar em fogo baixo até a água secar; Enquanto o arroz cozinha, em outra panela coloque um pouco de óleo e frite os pedaços de bacon;

Coloque o bacon sobre um papel-toalha e reserve; Com a gordura do bacon, frite os 3 ovos; Adicione à panela o arroz cozido, o bacon reservado e a batata palha, misture e sirva.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Arroz a Minera;



Ingredientes;

Suco de 2 limões
1/2 concha de gordura ou óleo
3 xícaras de arroz
3 dentes de alho
1 kg de costelinha de porco
300 g de linguiça
1 cebola grande
Sal e pimenta do reino a gosto
Salsa e cebolinha verde

Preparo;

Cozinhe o arroz, em água e sal.Deixe secar. Reserve. Em uma vasilha, tempere as costelinhas com sal, pimenta e limão. Coloque a gordura em uma panela e frite as costelinhas.

Quando estiverem fritas, junte a cebola, o alho e o arroz, deixando fritar bem. Ponha água, tampe a panela e deixe cozinhar. Vá juntando água à medida que for necessário, pois esse arroz deve ficar bem úmido.

Em separado, frite a linguiça e quando o arroz estiver quase pronto, junte a salsa a cebolinha e a linguiça. Sirva em seguida.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Arroz Caipira;



Ingredientes;

Suco de 2 limões
1/2 concha de gordura ou óleo
3 xícaras de arroz
3 dentes de alho
1 kg de costelinha de porco
300 g de linguiça
1 cebola grande
Sal e pimenta do reino a gosto
Salsa e cebolinha verde

Preparo;

Cozinhe o arroz, em água e sal.Deixe secar. Reserve. Em uma vasilha, tempere as costelinhas com sal, pimenta e limão. Coloque a gordura em uma panela e frite as costelinhas.

Quando estiverem fritas, junte a cebola, o alho e o arroz, deixando fritar bem. Ponha água, tampe a panela e deixe cozinhar. Vá juntando água à medida que for necessário, pois esse arroz deve ficar bem úmido.

Em separado, frite a linguiça e quando o arroz estiver quase pronto, junte a salsa a cebolinha e a linguiça. Sirva em seguida.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Arroz com Guariroba;



Ingredientes;

sal a gosto
01 colher (sopa) de manteiga
cheiro verde
1 ½ kg de guariroba
02 cebolas
01 pimentão
02 tomates
02 colheres (sopa) de shoyo
04 dentes de alho
02 kg de arroz
01 xícara (chá) de óleo

Preparo;

Amasse p alho e lave o arroz. Em uma panela, adicione óleo, o alho e o arroz. Refogue. Em seguida, acrescente água quente que cubra o arroz e deixe ferver.

Quando estiver secando, coloque a guariroba refogada e todos os temperos. Acrescente um copo de água quente e deixe dar uma fervura.
Abaixe o fogo e cozinhe por mais 3 minutos.

domingo, 12 de julho de 2020

Arroz de petinga;


Petingas (Little Sardines) or the Most Bizarre Thing I Ever Ate ... 
Petingas

Ingredientes:

Petingas
Cebolas
Tomates bem maduros
Pimento vermelho
Alho
Louro
Azeite
Pimentão-doce fumado
Sal e pimenta
Arroz Guara* (ou Carolino)
Amido de arroz glutinoso
Salsa

Preparação:

Compre petingas que não sejam das muito pequenas e congele-as de modo a que não fiquem coladas umas às outras. Mergulhe uma a uma, congeladas, durante 3-5 segundos em água a ferver, retire,

s

Segure-a pela cabeça e passe ao de leve a lâmina de uma faca ou um pincel de pêlo firme de modo a retirar toda a pele e com ela as escamas.


Coe e reserve a água em que escaldou as petingas.
Salgue as petingas assim peladas, com sal grosso abundante, durante 2-3 horas.



Retire então a cabeça e as vísceras às petingas e, com o auxílio de uma tesoura, corte toda a barriga rente à espinha de modo a retirar todas as numerosas espinhas da barriga, que são incómodas quando cozidas.



Faça um arroz* de tomate malandrinho,



com a água em que escaldou as petingas e, a meio da cozedura, introduza as petingas salgadas.



Esta introdução de um peixe tão sensível fará com que tenha de deixar de mexer o arroz o que, por melhor que seja o arroz que esteja a usar, vai afectar a libertação de amido e, logo, a cremosidade final.

Quando o arroz estiver no ponto de cozedura da sua preferência, junte um copo de água fria no qual dissolveu uma colher de chá de amido de arroz glutinoso. Agite o tacho sem mexer com colher até começar a levantar de novo fervura e sirva de imediato.


O amido fez o trabalho que o arroz teria feito se o tivesse podido mexer até ao fim e o arroz, além de delicioso, terá a cremosidade que só o arroz feito nas nossas casas consegue ter.



Notas: * Usei arroz Guara, esse arroz maravilhoso que, por um inacreditável erro de marketing, é vendido esporadicamente entre nós pelo Pingo Doce, a preço de arroz para animais. Pode usar o tradicional Carolino ou qualquer dos arrozes gomosos próprios para cozedura prolongada, Redondo, Bomba, Carnaroli, Arborio, etc.


Se visitar uma dessas “Feiras de Fumeiros” com que os grandes supermercados periodicamente nos tentam aliciar, vai encontrar uns cenários comerciais em que tudo tenta parecer rural, rústico e genuíno, umas ramagens de loureiro murcho e uns alhos, às vezes de plástico, dependurados das barraquinhas cheias de umas porcariazinhas industriais com nomes serranos e poéticos a ver se disfarçam as enormidades químicas com que são feitos e nos levam ao engano.

Nitratos, nitritos, emulsionantes, dextrose, reguladores de acidez, antioxidantes, sequestradores de água, fosfatos, corantes, é um fartar vilanagem de químicos, uns impostos pela legislação, outros impostos pela ganância do lucro dos tais industriais de produtos “caseiros”.

Neste campo têm mais sorte as gentes do Norte, onde ainda se vão fazendo algumas coisas boas embora abusivamente caras.
No Sul, a miséria é a regra e se não conhecer uma qualquer “Dona Maria” que mate porco e ainda faça uns enchidos que lhe “dispense”, está entregue aos bichos!

Abaixo de Coimbra, chega apenas um bom toucinho fumado (bacon), a preço de ourivesaria, feito por uma empresa minhota (de Ponte de Lima). De resto encontra estas coisinhas cor-de-rosa, que se desfazem em água na frigideira em vez de se desfazerem em gordura


e que conseguem esse feito milagroso e nunca visto de, após a cura, serem mais altos do que o toucinho de que foram feitos.

Se, como eu, não gosta de comer o que lhe impingem, não conhece nenhuma “Dona Maria” e não tem dinheiro que chegue para o tal bacon de Ponte de Lima, pode fazê-los! Afinal, apenas duas gerações nos separam do tempo em que nas casas se fazia lume de chão e à falta de frigorífico, era com sal e com fumo que se conservava comida para todo o ano.
Um fumeiro não era nenhum bicho-de-sete-cabeças e continua a não o ser!
Basta um pequeno quintal ou mesmo uma varanda aberta para conseguir essa maravilha que é um fumeiro caseiro. Dois dias (um fim-de-semana!) é quanto basta para a operação de fumagem. Tem um vaso velho, dos de barro?

Material:

Vaso de barro (ou um daqueles fogareiros de assar sardinhas)
Berbequim com broca de “pedra”
Carvão vegetal
Pedaço de rede metálica de malha fina
Madeira bem seca de azinho

Confecção:

Com o auxílio de um berbequim, faça furos no fundo de um vaso de barro, de modo a permitir alimentar a combustão do carvão.



Encha o vaso até cerca de um terço da sua altura, com carvão vegetal, deite umas acendalhas e acenda.



Quando as acendalhas estiverem totalmente consumidas e o carvão aceso, deite sobre eles uns pedacinhos de madeira bem seca


de azinheira (na falta, sobreiro, oliveira, laranjeira, nunca pinho ou outra resinosa).

Cubra com uma rede metálica que se destina a que a madeira não arda com chama viva e fumegue.



Deixe um metro de distância entre o fumo e o que estiver a fumar, neste caso duas papadas de que vos falei aqui e toucinho entremeado que já foi temperado e parcialmente desidratado e que em breve será um bacon delicioso!

Trazida para o ambiente alentejano por “galegos”, “ratinhos” e outras maltas que chegavam das Beiras e mais a Norte para os trabalhos agrícolas sazonais do montado e das searas, a papada é um vestígio do unto, gordura temperada, ensacada e fumada que era usada nas cozinhas populares beirãs e transmontanas.

Hoje virtualmente extinta, feita aqui e ali como curiosidade histórica, a papada fumada foi muitas vezes conduto e petisco de taberna de ranchos de tal forma pobres que tinham de recorrer às partes menos nobres do porco, neste caso a manta de toucinho que corresponde ao pescoço do porco, muitas vezes ensanguentado, trazendo agarrada parte da glândula parótida e hoje usada para extracção de banha e fabrico de torresmos pela comunidade africana e pouco mais.

Não tendo acesso às possibilidades de uma cozinha ou a tripa nas casas em que ficavam durante a sua estadia nas herdades, esta peça entremeada e rejeitada era conservada por meios básicos, uma salga ligeira, tempero com a massa de pimentão e uma fumagem sobre as brasas onde se aqueciam à noite, às vezes ensacando a papada numa meia, para melhor a dependurar ao fumo.

O certo é que as papadas fumadas se tornaram populares não só entre migrantes mas também entre ganhões e o caso não é para menos dada a excelência de sabores obtidos de uma preparação que, como tantas provenientes do Alentejo pobre, se consegue com quase nada.

Se não souber onde encontrar à venda uma papada fumada, tarefa quase impossível no comércio de fumeiros, poderá sempre fazê-la, aliando ao prazer do petisco em si, um outro que vem da descoberta de gestos perdidos há muito e que dá outra dimensão à serena degustação de umas finas fatias de papada.

Ingredientes:

Papada de porco
Sal
Massa de pimentão

Preparo:

A aquisição da papada propriamente dita pode não ser fácil em ambiente citadino mas poderá sempre encomendar no seu talho que a mandará vir para si ou então comprá-la nos mercados mais periféricos, que abastecem as franjas mais pobres da população que vivem em cinturas urbanas.

Parece uma tira de toucinho entremeado com bastante gordura e restos de uma víscera que é a glândula salivar e que deverá deixar.



Lave, retire o courato e apare.



Corte no sentido do comprimento,


de modo a fazer duas tiras e a expor a camada interna de músculo que, de outro modo, dificilmente poderia secar e salgar.



Esfregue sal e deixe durante 24 horas.


Lave de novo, seque e barre com massa de pimentão, embrulhe em película e deixe no frigorífico por uma semana.

Faça um lume de carvão e ponha madeira de azinho seca sobre as brasas de modo a que se consuma devagar. A papada deverá estar por cima pelo menos a um metro de distância de modo a que seja fumigada mas não apanhe calor.
A fumagem deve durar dois ou três dias, após o que a papada está pronta sendo apenas necessário que seque o tempo necessário a que adquira a consistência de um toucinho fumado, o que demora entre duas a três semanas conforme a humidade do ar.



A carne da papada, atravessada por inúmeros veios de gordura,


tem um sabor único e é ainda melhor fatiada muito fina, ficando a raiar o divino se grelhada ou frita como o bacon.



Migas de espargos selvagens com carne

 

 É um dos pratos recorrentes da cozinha alentejana, de tal modo conhecido e repetido aqui e ali que, não fosse a inovação que se introduz no modo de preparação dos espargos e uma dica para resolver um problema culinário trivial mas que geralmente fica por mencionar, não teria aqui cabimento.

Assim, neste ano em que colhi espargos selvagens que deram para tudo e ainda sobraram para mais, aqui ficam estas migas de espargos com carne de porco frita.

Ingredientes:

Carne de porco (cachaço ou entremeada)
Massa de pimentão
Alhos e louro
Pimenta
Banha de porco
Espargos selvagens
Azeite
Pão duro
Pão duro ralado ou tosta ralada
Água
Rodelas de laranja

Preparação:

Corte a carne em nacos, tempere de véspera com massa de pimentão, pimenta, louro e alhos.
Frite a carne assim marinada


numa quantidade generosa de banha de porco. Reserve carne e pingue.
Prepare os espargos como se disse na receita anterior e salteie-os em azeite aromatizado com alhos. Reserve.
A preparação de umas migas simultaneamente firmes como é tradicional neste prato e homogéneas levanta um problema culinário, pois se a obtenção da homogeneidade obriga a aumentar a humidade, esta é inimiga da firmeza final que se deseja para estas migas. Quando este problema não é resolvido*, ficam migas firmes mas com vestígios demasiado evidentes de pão e côdeas ou migas demasiado moles para serem moldadas.

Reduza uma sexta parte do pão duro a migalhas finas num processador. Reserve.
Demolhe bem o restante pão e leve-o ao lume sobre o pingue que resultou da fritura da carne até que estejam formadas migas se bem que ainda moles.
Seque então as migas através da adição das migalhas de pão


ou tosta ralada, que irá dar firmeza às migas e permitir que as molde sobre a pedra untada, por fim os espargos salteados,


envolva bem, molde-as na pedra untada


e apresente as migas na travessa de serviço, rodeadas pela carne frita e rodelas de laranja.



Nota: *O modo de resolver este dilema é, ou fazê-las moles e depois deixá-las ao lume o tempo suficiente para que sequem (se dispõe de tempo, nunca é demais o tempo de cozedura das migas), ou usar uma ajuda culinária que permita absorver rapidamente o excesso de água que permitiu a confecção de umas migas de boa qualidade e textura cremosa. Esta ajuda consiste na adição de pão seco moído ou mesmo tosta ralada seca no final da preparação que absorve o excesso de água e torna as migas firmes e prontas a serem moldadas e servidas.

Açorda* (migas) de espargos selvagens



O espargo selvagem (Asparagus officinalis) aparece entre Dezembro e Abril em terrenos não cultivados, já que os arados destroem a parte subterrânea desta planta, a mais importante e que lhe permite sobreviver ano após ano.
Na verdade este espargo é o “pai” de todos os espargos cultivados e, apesar da finura dos rebentos que nunca ultrapassam a grossura de um lápis, o seu sabor é de tal forma delicado e ao mesmo tempo intenso, que qualquer comparação ou substituição culinária deste selvagem pelo irmão do supermercado é simplesmente impossível.
Este ano as plantas que crescem no meu olival foram pródigas na produção dos deliciosos rebentos,


não tive de comprá-los (são caros e raros) e, pelo custo pessoal de uma infinidade de pequenos golpes e arranhões (os caules velhos são eriçados de espinhos!), pude obter quantidades generosas deste vegetal maravilhoso e fazer, sem moderação, alguns dos meus pratos favoritos.

Preparo:

Espargos selvagens
Azeite
Alhos
Bacalhau demolhado (posta alta)
Pão duro, firme
Coentros frescos
Sal e pimenta

Preparação:

Nivele os seus espargos pelo lado da ponta, corte-as a cerca de 5-6cm e corte o resto em rodelas finas (2-3mm) até chegar à parte do rebento que começa a apresentar partes mais lenhosas e que deve rejeitar.



Tradicionalmente, no Alentejo, qualquer prato de espargos selvagens começa pela cozedura destes, o que em minha opinião os priva de uma das melhores contribuições sápidas que estes espargos possibilitam, a de aliarem ao sabor uma incrível textura que a cozedura “alentejana” irremediavelmente destrói.
Nos meus pratos com espargos selvagens, estes são simples e brevemente salteados em azeite aromatizado com alho



e é isso que, se quiser experimentar a sensação de transgressão à norma, deverá fazer.



Garanto a recompensa, na boca, um pouco depois!
Quando as rodelas finas estiverem cozinhadas no azeite aromatizado, o que ocorre em cerca de 2-3 minutos, junte as pontas



durante mais um minuto e reserve pontas e rodelas em separado.
Coza bacalhau alto em água e sal, retire o bacalhau e use o caldo para embeber pão duro e firme como o pão alentejano e outros regionais de formato grande.



Leve este pão encharcado no caldo do bacalhau ao lume, vá mexendo e deixe desfazer



e ganhar a consistência típica de uma açorda*, nem tão mole como uma açorda de marisco nem tão sólida como as migas alentejanas de acompanhar carne de porco frita, moldadas como um chouriço.

Desfaça o bacalhau em lascas e reserve algumas para a decoração da açorda.
Junte este bacalhau partido e as rodelas de espargos bem como o azeite em que foram salteadas à açorda,



envolva, rectifique temperos e deixe fervinhar mais uns minutos.
Junte por fim os coentros picados e um golpe de azeite cru, envolva,



apague o lume e passe para travessa de serviço, decorada a açorda com as lascas de bacalhau e as pontas de rebentos de espargos.



Sirva bem quente; este é um prato de conforto que não admite esperas!



Nota: * As discussões artificiais sobre a justeza dos nomes “açorda” e “migas” são isso mesmo: inúteis e estéreis!
No Alentejo chama-se “migas” àquilo que noutros locais se chama “açorda”, chama-se “açorda” àquilo que noutros locais chamamos “sopa de pão”. São regionalismos, são normais e não há aqui cabimento para se dizer que é certo ou errado, é o uso de cada sítio e na verdade sabe-se sempre do que se está a falar.
Aqui, chamei-lhe “açorda” simplesmente porque eu não sou alentejano e como este prato apresenta uma importante variação ao que por ali se costuma fazer, ficou a terminologia lisboeta. Se tivesse cozido os espargos, ter-lhe-ia chamado “migas”.